domingo, 20 de fevereiro de 2011

As ondas sonoras de meus gritos
Ecoam nos pilares ruidos
do castelo construido
sobre a carne pulsante de meu peito

No salao principal
As pinturas na parede revelam
a alegria de outrora
Coberta por teias e poeira

O espelho quebrado
Revela um ser enfraquecido
Sugado por maos amadoras e grosseiras

Maos que revelam o desejo calado
O corpo suado, a vontade incontida.

Finalmente... satisfe-se!

O oasis alcançado no deserto
o gole d'agua degustado
e, num susto de tempo,
o cenario corroido.

A incessante procura de um corpo novo
Ilude e detroe o sentimento mais puro
Como uma flor que brotou na suavidade da manha
Agora murcha e incinerada no sol do meio dia.

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